Dizem por aí, que aqueles minutinhos a seguir ao despertar são sagrados, enquanto abrimos um olho e a seguir o outro, bocejamos e lamentamos não poder dormir mais, faz-se luz!
É altura, que ainda ensonados, nos dirigimos para a janela e abrimos as cortinas e subimos a persiana, deixamos que a luz do dia penetre no enfadonho leito e o preencha de luz!
É nesse intervalo de tempo, desde que “acordarmos até nos levantamos”, aqueles 5 a 10 minutos, 20 para os mais pensadores que gostam de saborear o conforto da sua caminha que temos ideias brilhantes para mais um dia igual a tantos outros.
É o momento mais produtivo do dia, sim, porque depois que decididamente nos levantamos começa o nosso declínio mental, estamos atrasados e só temos 15 minutos para tomar o banhinho, escolher uma roupa “sexy” (tem dias) e a preceito, pentear-nos e por o cremezinho e para os mais vaidosos o perfume ou a água de colónia, restando-nos uns segundos para tomar o pequeno-almoço (se não tomar a primeira refeição do dia, levam comigo maldisposta na certa) e arrancar a todo o gás para a faculdade ou para o emprego.
E aí chega a pior parte, pelo caminho encontramos pessoas com um declínio mental muito mais avançado do que o nosso, que a uma velocidade furiosa ultrapassam-nos e desrespeitam os sinais e regras de trânsito para de uns segundos adiante quase se “estamparem” e nós por conseguinte, também a um ritmo acelerado (só nalguns dias), lá prosseguimos a marcha ouvindo as primeiras noticias do dia, o estado do tempo e pelo meio o Nuno Markl e companhia, temos tempo, ainda para insultar os “Srs. automobilistas” que terminantemente se esquecem de “dar o pisca” para onde querem ir. Se assim for na vida privada e quiçá intima, coitadinhos! Depois queixam-se que o seu conjugue está com dores de cabeça, pudera deram mal “o pisca”, foram “coimados”!
Enfim, chegamos ao trabalho, quase que atrasados, e/ou á faculdade já atrasados!
Lá para o meio de manhã recarregamos baterias com um belo lanchinho e a nossa performance mental volta ao seu auge, para a aplicarmo-nos no nosso trabalho ou a ouvir aqueles brilhantes oradores, a quem deram o nome de professores.
O dia toma o seu curso normal, e amanha pela manha lá teremos os nossos cinco minutos brilhantes, de pensamento e raciocínio, para os mais afortunados algum esforço físico ou quiçá a feliz sorte de puderem adiar os seus cinco minutos pensadores.
“Murrinho logo existo”, este célebre pensamento tocou-me profundamente (e cá entre nós, foi um comentário e tanto, principalmente quando está em questão uma “gafe”) vai daí que reflecti profundamente nos meus cinco minutos a seguir ao meu acordar!
E ás vezes tenho despertares brilhantes!
Farpas significa pequenas lascas de madeira ou dito agressivo, mordaz!! Outras vezes "meiguinho" e é mais ou menos isso que se passa aqui pelo blog!
segunda-feira, 28 de maio de 2007
segunda-feira, 21 de maio de 2007
“As conversas são como as cerejas”!
Já á muito por aqui ou por acolá se diz que “as conversas são como as cerejas”!
Pois bem, e são mesmo, sobretudo se tivermos em conta que actualmente já não se fazem grandes tertúlias bem regadas de um bom vinho espirituoso nem incendiadas pelo inebriante ópio (está claro que a parte do ópio, agora, fica para as raves), apenas conversas, pequenos diálogos, umas vezes com piada outras vezes entediantes e na maior parte das vezes perversas.
A humanidade conta com milhares de anos de História, sendo que fomos evoluindo e crescendo graças aos nossos progenitores, que ao longo de séculos e séculos foram procriando, e assim é, em última análise o fim último da humanidade, “crescer e multiplicar-se”! Se bem que actualmente não é bem assim, o humano apenas treina (e como treina) para conceber um descendente, apenas um, cujo se adiciona á taxa de natalidade.
Refazendo a premissa anterior será “cresçam (mas não muito) e adicionem-se”!
Contudo o pensamento erótico e perverso está em todo o lado e em toda a parte!
Meus amigos até a investigação científica preocupa-se em desenvolver novos fármacos, em vez de procurar curas para doenças que assolam o planeta, que, de certa, forma tornem seguro e proveitoso o sexo. A onde já vai a famosa pílula azul, essa por esse andar já não tem efeitos secundários, apenas colaterais, em vez de durar 2 dura 3, e quais ataques de coração, esses, agora só de emoção, sobretudo da outra parte que se regozija com a bela performance.
Por toda a parte a assistimos a piadas, mais ou menos elaboradas a “rouçar” o tema sexo ou a erotizar as mais variadas situações, desde a outdoors, passando pelas várias revistas até á televisão, para não falar da rádio e do imenso mundo Internet, toda a gente, pequeno e graúdo, deixam de lado o pudor e lá começam as piadinhas. Mas isto, já diz a minha avó, é “fogo de vista”, porque quando é necessário exporem um problema ou falarem seriamente e conscientemente sobre o tema, todos de repente ficam pudicos.
Nas conversas entre amigos ou conhecidos (de longa duração, ou apenas de minutos), lá surge como quem não quer “a coisa” uma piada perversa, aproveitando-se de um comentário do interlocutor mais dúbio, ou até de um tema mais casto e inocente, lá aparece um risinho malicioso e desconcertante, como um riso em particular de amigo meu. (Não é desconcertante é engraçado)
Quem dizia que os jovens, e os portugueses em geral, não sabiam utilizar figuras de estilo (sabem personificação, metáfora, alegoria, entre outros) e fazer uso da ironia e da sátira (p.b) e ainda dos trocadilhos, engana-se, pois eles usam e de que maneira! Conclusão temos uns diálogos e conversações bem ricas em gramática e vocábulos portugueses, onde, claro, ficam de fora os estrangeirismos e o português luso-brasileiro conjugado no gerúndio.
E as cerejas? E as conversas?
Bem, essas vão afluindo, não têm época especifica nem são do fundão, são de toda a parte, do agora, do passado e do futuro.
Conversem e comam cerejas!
Pois bem, e são mesmo, sobretudo se tivermos em conta que actualmente já não se fazem grandes tertúlias bem regadas de um bom vinho espirituoso nem incendiadas pelo inebriante ópio (está claro que a parte do ópio, agora, fica para as raves), apenas conversas, pequenos diálogos, umas vezes com piada outras vezes entediantes e na maior parte das vezes perversas.
A humanidade conta com milhares de anos de História, sendo que fomos evoluindo e crescendo graças aos nossos progenitores, que ao longo de séculos e séculos foram procriando, e assim é, em última análise o fim último da humanidade, “crescer e multiplicar-se”! Se bem que actualmente não é bem assim, o humano apenas treina (e como treina) para conceber um descendente, apenas um, cujo se adiciona á taxa de natalidade.
Refazendo a premissa anterior será “cresçam (mas não muito) e adicionem-se”!
Contudo o pensamento erótico e perverso está em todo o lado e em toda a parte!
Meus amigos até a investigação científica preocupa-se em desenvolver novos fármacos, em vez de procurar curas para doenças que assolam o planeta, que, de certa, forma tornem seguro e proveitoso o sexo. A onde já vai a famosa pílula azul, essa por esse andar já não tem efeitos secundários, apenas colaterais, em vez de durar 2 dura 3, e quais ataques de coração, esses, agora só de emoção, sobretudo da outra parte que se regozija com a bela performance.
Por toda a parte a assistimos a piadas, mais ou menos elaboradas a “rouçar” o tema sexo ou a erotizar as mais variadas situações, desde a outdoors, passando pelas várias revistas até á televisão, para não falar da rádio e do imenso mundo Internet, toda a gente, pequeno e graúdo, deixam de lado o pudor e lá começam as piadinhas. Mas isto, já diz a minha avó, é “fogo de vista”, porque quando é necessário exporem um problema ou falarem seriamente e conscientemente sobre o tema, todos de repente ficam pudicos.
Nas conversas entre amigos ou conhecidos (de longa duração, ou apenas de minutos), lá surge como quem não quer “a coisa” uma piada perversa, aproveitando-se de um comentário do interlocutor mais dúbio, ou até de um tema mais casto e inocente, lá aparece um risinho malicioso e desconcertante, como um riso em particular de amigo meu. (Não é desconcertante é engraçado)
Quem dizia que os jovens, e os portugueses em geral, não sabiam utilizar figuras de estilo (sabem personificação, metáfora, alegoria, entre outros) e fazer uso da ironia e da sátira (p.b) e ainda dos trocadilhos, engana-se, pois eles usam e de que maneira! Conclusão temos uns diálogos e conversações bem ricas em gramática e vocábulos portugueses, onde, claro, ficam de fora os estrangeirismos e o português luso-brasileiro conjugado no gerúndio.
E as cerejas? E as conversas?
Bem, essas vão afluindo, não têm época especifica nem são do fundão, são de toda a parte, do agora, do passado e do futuro.
Conversem e comam cerejas!
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Ai queima, queima
Momentos de diversão, fulia e muita cerveja pelo meio, e claro, o aprofundamento e o estreitar de laços com o sexo oposto, refiro-me, como é obvio ao fazer novas amizades.
Isto da queima, concertos, barracas e tascos das faculdades e muito homem de copo na mão e mulheres com dois surge o contexto pró engate.
Pois é, hoje em dia, o engate é um tanto ó quanto impessoal, é mensagens para cá e para lá, “msn” com web-camera ligada com detalhes picantes pelo meio, pela frente ou até mesmo de perfil e para não esquecer do Hi5 e salas de chat sobre os mais variados temas (claro está, que o mais concorrido é o sexo). E afinal, onde fica contacto frente a frente com a outra pessoa, o contacto físico com o nosso interlocutor, as trocas de olhares e as expressões de desaprovação ou de contentação e quiçá implicitamente algo mais.
Será que estamos a perder capacidade de sedução, de falar descaradamente com quem realmente estamos interessados, de demonstrar interesse, qual pavão em época de acasalamento, precisamos de uma “burca” inicial para mediar a nossa conversação e chegar enfim ao pretendido?
Bem, na queima surge, claramente (á noite é quando fica mais claro!), o pretexto para “meter-mos” conversa com quem passa ao nosso lado e beliscarmos quem bem queremos e estabelecer a conversação, que será, na certa (ou não, depende quem estiver ébrio ou alegre primeiro ou mesmo os dois) temperado pelo álcool. Mas há ainda aqueles que não precisam de pretexto algum, apenas ocasião! (É de louvar!)
E no meio da queima, pelo concerto dentro ou ainda nas animadas barracas que animam o queimódromo a “ coisa” proporciona-se, a chamada aproximação dá-se, ou através da oferta de uma bebida ou mesmo já bem animados pela mesma, pelo toque de um passo já descompassado ao sabor da dança (que por vezes é de chorar, pimbalhada q.b.) ou através dos memoráveis amigos e colegas que nos vão apresentando amigo aqui, amigo acolá ou, melhor ainda, com o chamado encontrão, que no meio da multidão de jovens aos pulos e extremamente excitados (pela bebida e por outros motivos) vão metendo conversa contigo e vai-se desenvolvendo um dialogo interessante, quem sabe se não completas a tua lista telefónica ou a de amigos coloridos.
Tudo pode acontecer, basta apenas que se proporcionem as condições, e meus amigos é a chamada diversão consciente!
(p.s. é apenas uma crónica de um dia de queima, não propriamente biográfico)
" Cada um de nós é, no fundo, uma ideia ilimitada da liberdade. Devemos rejeitar tudo aquilo que nos imponha limites." (Richard Bach)
Isto da queima, concertos, barracas e tascos das faculdades e muito homem de copo na mão e mulheres com dois surge o contexto pró engate.
Pois é, hoje em dia, o engate é um tanto ó quanto impessoal, é mensagens para cá e para lá, “msn” com web-camera ligada com detalhes picantes pelo meio, pela frente ou até mesmo de perfil e para não esquecer do Hi5 e salas de chat sobre os mais variados temas (claro está, que o mais concorrido é o sexo). E afinal, onde fica contacto frente a frente com a outra pessoa, o contacto físico com o nosso interlocutor, as trocas de olhares e as expressões de desaprovação ou de contentação e quiçá implicitamente algo mais.
Será que estamos a perder capacidade de sedução, de falar descaradamente com quem realmente estamos interessados, de demonstrar interesse, qual pavão em época de acasalamento, precisamos de uma “burca” inicial para mediar a nossa conversação e chegar enfim ao pretendido?
Bem, na queima surge, claramente (á noite é quando fica mais claro!), o pretexto para “meter-mos” conversa com quem passa ao nosso lado e beliscarmos quem bem queremos e estabelecer a conversação, que será, na certa (ou não, depende quem estiver ébrio ou alegre primeiro ou mesmo os dois) temperado pelo álcool. Mas há ainda aqueles que não precisam de pretexto algum, apenas ocasião! (É de louvar!)
E no meio da queima, pelo concerto dentro ou ainda nas animadas barracas que animam o queimódromo a “ coisa” proporciona-se, a chamada aproximação dá-se, ou através da oferta de uma bebida ou mesmo já bem animados pela mesma, pelo toque de um passo já descompassado ao sabor da dança (que por vezes é de chorar, pimbalhada q.b.) ou através dos memoráveis amigos e colegas que nos vão apresentando amigo aqui, amigo acolá ou, melhor ainda, com o chamado encontrão, que no meio da multidão de jovens aos pulos e extremamente excitados (pela bebida e por outros motivos) vão metendo conversa contigo e vai-se desenvolvendo um dialogo interessante, quem sabe se não completas a tua lista telefónica ou a de amigos coloridos.
Tudo pode acontecer, basta apenas que se proporcionem as condições, e meus amigos é a chamada diversão consciente!
(p.s. é apenas uma crónica de um dia de queima, não propriamente biográfico)
" Cada um de nós é, no fundo, uma ideia ilimitada da liberdade. Devemos rejeitar tudo aquilo que nos imponha limites." (Richard Bach)
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