sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Como tudo na vida é efémero....

Como tudo na vida é efémero...
Talvez nem tudo, quero acreditar que ainda há valores maiores que são eternos..amizade...o amor...a família...
Tenho para mim uma teoria...que de certa forma caracteriza o prazo de validade de muitas coisas que nos rodeiam que é..”de bestiais a bestas é um passo” ou se preferirem uma questão de trocadilho dos “is” (best(i)a(i)s)...

Vivemos numa sociedade em que quase tudo tem um prazo de validade, já não bastava os produtos alimentares e outros que tais, necessários á nossa existência, também os sentimentos, as relações humanas são efémeras...vivemos na expectativa que tudo vai ter um fim...mas não um fim distante..próximo...porque nos fazem crer que tudo tem de ser sempre expectante e cor de rosa, tudo tem de ser um agrado que nos preencha por inteiro, ainda que por uns instantes, e quando o lado cor de rosa desbotar e passar a cinzento, partimos para outra...
Fazem-nos acreditar que tudo está ao alcance da nossa mão, que tudo é fácil...mas não o é!
O mundo não é cor de rosa, é a cores! Temos de tal como para o arco-iris aparecer é preciso conjugar a luz do sol e a chuva..também nós temos de nos esforçar e lutar pelo aquilo que queremos (se quisermos alcançar alguma coisa...ou dar um sentido para a nossa vida), temos de ser perseverantes...e não fazer birras, nem há espera que alguém as faça por nós.

“A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.”

Ricardo Reis

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

A crise existêncial...hehehe

Já la vai o meu aniversário...
E que aniversário...o fundamental foi a presença dos amigos e o carinho..
Desde já um grande bem haja e um terno abraço a todos eles...(isto é se eles se derem ao trabalho de ir ver este triste blog!)

E como esta semana tem sido só de ramboia...festas...poucas histórias á para contar ou para ironizar...fica um belo poema de Forbela Espanca:

"Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.
E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!
Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!
E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!"

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

...o balanço....

Aproxima-se o meu aniversário e a poucos dias de fechar mais um ano na minha vida faço o balanço. Foi um ano difícil, de grandes escolhas...(continuará a ser...brrrrr..)

Persistência não faltou e vontade de enganar o inevitável também.
Vivemos, como ouvia um dia destes numa série televisiva, a meio-copo, isto é, a nossa vida nem deve ser como um copo cheio que corre o risco de transbordar, ou porque o enchemos de mais ou porque lhe atiramos algo la para dentro. Nem muito vazio porque corremos o risco de lhe atirar algo e bater no fundo ou então não conseguirmos “matar” a sede porque só nos resta umas gotas de água no copo ou nenhumas.
A vida deve ser doseada na medida certa (uma utopia!), nunca conseguimos encher o copo na medida certa...vamos o enchendo ao longo da vida...com todo aquilo que nos possa enriquecer...e ás vezes enchemos demais ou bebemos um gole e ele esvazie ..a vida é assim mesmo, momentos bons e maus..(diria eu, sobrevivemos a cada respiração e resistimos a cada expiração...)
Será o fundo do copo a solidão e o copo cheio a ilusão...o meio termo são os amigos, a família e algo/alguém mais (se o houver)!

Voltando ao meu “esforçado” ano, foi um ano de consolidação, umas pessoas revelaram-se e outras decepcionaram, mas que dizer, somos mesmo assim,vamos mudando, ainda que uma mudança pequenina, vamos nos adaptando aos desafios que se colocam á nossa frente, (como queiram!)vamos reagindo á vida! E cada um tem uma forma própria de reagir, (que fazer?)tolerar-nos e respeitar-nos uns aos outros (regra simples, não acham?!).

In fine:
Vivo a vida na expectativa, aproveito o que me oferece e equaciono/soluciono os problemas que ela me vai colocando, faço vénia á vida e espero que ela me surpreenda e claro está vou-me divertindo e guardando os bons momentos...porque tristezas, leva-as o vento...
Venha mais um ano e mais desafios...